Controlar as despesas não é difícil. É acima de tudo uma questão de método, e de disciplina. E há formas simples de se conseguir fazer um controlo eficaz das nossas despesas diárias. Uma das formas mais eficazes de controlar as nossas despesas é através da elaboração de um orçamento pessoal. E é sobre isso que este artigo fala.

De uma maneira genérica, fazer um orçamento pessoal serve como um guia, para ajudar a encontrar novas maneiras de poupar dinheiro, para se conseguir cumprir os nossos objectivos financeiros pessoais.

Da mesma maneira como os governos fazem um orçamento anual, o chamado orçamento de estado, também cada pessoa pode fazer o seu orçamento anual, mensal, semanal e mesmo diário.

Num período de um mês, já imaginaram quantos euros é que gastamos em pequenas coisas sem nos dar conta?

Eu costumo utilizar uma expressão em que digo que “ as contas que me assustam mais, são sempre as mais pequenas, porque nunca temos verdadeiramente a noção de quanto gastamos”. Ou seja, se gastarmos todos os dias 5 euros, chegamos a uma conta de 150 euros no final do mês.

E isto torna-se um problema quando começamos a achar que “cada vez temos mais dias no final do dinheiro”, ou “o fim do mês nunca mais chega, porque a conta bancária já está outra vez no zero”, entre outras expressões que nos acostumamos a ouvir em alturas de crise.

Mas vamos então falar de alguns aspectos que o nosso orçamento mensal deve conter.

Para nos assegurarmos que o nosso processo de orçamentação pessoal será devidamente rentabilizado e que nos irá ajudar a perceber onde gastamos dinheiro e quanto é que gastamos, há alguns aspectos que devemos ter sempre em consideração, tais como:

1 – Elaborar Categorias de Despesas

Deve-se utilizar categorias de despesas que correspondam aos nossos padrões de despesa habitual. Acima de tudo, deve-se utilizar categorias que façam sentido para nós, por exemplo prestação da casa, prestação do carro, despesas escolares com filhos, refeições fora, café, jornais, entre outros.

O importante é definir as categorias que se adeqúem às nossas despesas reais e efectivas.

2 – Estabelecer uma Quantidade de categorias

Se estamos a falar de um orçamento pessoal, é claro que o número de categorias que criarmos é inteiramente da nossa responsabilidade e não existe um número definido.

No entanto, convém lembrar uma regra de ouro: Quanto mais simples e mais fácil de controlar – Melhor!

Tente definir uma tipologia para as despesas, pode sempre dividir em categorias mais genéricas ou mais especificas, como por exemplo: Casa, e depois subdivir a categoria Casa em Renda, electricidade, água, condomínio, etc.

3 – Não esquecer as excepções das Despesas Fixas

Ora, como nós não somos máquinas, e agimos na maior parte dos casos por impulso, é conveniente que criemos uma categoria para situações que não ocorrem com frequência, mas que ocorrem ocasionalmente, ou seja prémios de seguro, prendas para os aniversariantes num determinado mês, casamentos, comunhões baptizados, … enfim todas as actividades que nos irão fazer um despender mais dinheiro num determinado período de tempo.

Uma outra forma de fazer isto, é seguir o exemplo das empresas que põe sempre (ou deveriam por) algum dinheiro numa conta chamada de Provisões. Ou seja, será dinheiro para despesas variáveis mas que não com acontecem com regularidade.

4 – Analisar as despesas de uma forma periódica

Calma! Não é preciso ir já a correr fazer gráficos no Excel! Esta análise é apenas para de tempos a tempos verificarmos se o que tínhamos previsto está a ser cumprido. Assim evitamos surpresas desagradáveis. E ao mesmo tempo forçamo-nos a cumprir com o que temos estabelecido.

Se verificarmos que existem desvios ao que temos orçamentado, podemos visualizar de uma forma mais clara onde é que estamos a cometer excessos.

5 – O orçamento pessoal Não é uma empresa de contabilidade

A não ser que estejamos prestes a ser indigitados ministros das finanças de um qualquer país, convém deixar sempre uma margem de manobra e nem todas as despesas necessitam de ser contabilizadas no nosso orçamento pessoal. Mas tentem sempre que essas despesas não contabilizadas sejam uma excepção e se cinjam sempre a montantes pequenos que não estraguem o trabalho que está a ser feito.

Uma forma prática de resolver isto, é o de estabelecer um montante mensal, por exemplo 100 € para pequenas despesas efectuadas ao longo do mês. (nota: convém não abusar! E nunca deixar que esta rubrica ultrapasse mais do que 5 a 10% do orçamento mensal)

6 – Poupar com a ajuda do orçamento

Uma boa forma de nos motivarmos a poupar, é incluir no nosso orçamento mensal, uma quantia que deve ser posta de lado todos os meses. Pode até ser uma quantia pequena de início, mas assim ajuda-nos a poupar.

Uma forma eficaz de o fazer é fazer o orçamento com esta categoria com um montante definido. E evitar desvios!

 Resumindo, mesmo que por vezes pareça que não vale a pena o esforço de fazer um orçamento mensal, lembrem-se de que será sempre uma ajuda para conseguirmos os nossos objectivos financeiros. Além do mais serve como um “contrato psicológico” para nos obrigar a cumprir com o que estabelecemos.

Por outro lado, e tendo em conta a quantidade de orçamentos e rectificações que o nosso governo faz, quem sabe se daqui a uns tempos não nos contratam para darmos uma ajuda no orçamento do nosso país?

Já agora, vocês costumam ter noção do que gastam e onde gastam o dinheiro todos os meses? Deixem a vossa opinião e comentem este artigo!

Até Breve!

 

 

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