Falhar pode ser uma boa opção para melhorarmos quando fazemos algo que vale a pena, ou com significado. Apesar de  falhar ser (quase) inevitável, não é necessariamente mau. Quando ouvimos falar de Falhar, ou falhanço associamos sempre estas palavras a uma conotação negativa, e ninguém gosta de ser associado a falhanços.

O importante a reter é estarmos sempre preparados para falhar e conseguirmos imaginar sempre o pior dos cenários em todos os projectos em que participamos. Assim estaremos sempre preparados para conseguirmos recuperar de qualquer falhanço que nos aconteça depressa e bem, e como e costuma dizer ficarmos sempre “prontos para outra!”

Aquilo que temos sempre que ter em mente é que o fracasso acontece, mas a vantagem competitiva que podemos ter quando fracassamos é saber preparar a forma de aprender com os nossos fracassos, e transformarmos erros em oportunidades.

Parar, Deixar e recomeçar

O mais importante é conseguir planear para quando as coisas falham, já que com toda a certeza elas irão falhar. Já há uns tempos que falei aqui no crise e dinheiro sobre a Lei de Murphy, e as consequências de que que: quando as coisas podem correr mal, elas irão correr mal e na pior altura possível.

Assim, a melhor maneira de lidar com o fracasso, ou com o falhanço, é estabelecer um plano de contigência que nos ajude a perceber porque falhamos e a recuperarmos rapidamente.

Uma das maneiras de conseguirmos aprender quando falhamos é estabelecer um plano de 5 pontos, que cubra o seguinte:

• Documentar

• Testar

• Verificar

• Imaginar

• Implementar

1 – Documentar

Quer se goste muito, ou pouco, de papéis, uma documentação organizada é um dos aspectos mais importantes para podermos descrever o que fazemos. Mas a documentação de actividades deve sempre estar devidamente organizada, seja em formato de papel, seja em formato digital, e deve permitir identificar claramente o que foi feito e como foi feito.

É também importante que toda a documentação seja de fácil acesso e consulta, e por isso deve também estar actualizada, e “arrumada”.

2 – Testar

Testar é algo que se aplica a quase tudo na nossa vida. Assim antes de tomarmos uma decisão devemos, sempre que possível testar o que queremos fazer, seja um esboço, seja num ambiente próprio de teste. É claro que há áreas onde fazer testes é mais fácil do que outras, por exemplo, é possível testar um novo layout para um blogue, mas já será mais complicado testar um novo procedimento cirúrgico. Mas de qualquer forma, um teste prático permite-nos ver as áreas onde temos que melhorar.

3 – Verificar

Após a realização de testes, convém sempre verificar se os resultados obtidos correspondem aos resultados esperados.

Dito isto de uma forma mais simples, um teste permite-nos testar de uma forma mais prática, no entanto se não verificarmos os resultados obtidos o teste em si de nada nos serve.

4 – Imaginar

Um falhanço não acontece sempre da mesma maneira. Por vezes é preciso usarmos a imaginação, e tentarmos antever de que formas é que os nossos projectos poderão falhar. E convém não esquecer que por vezes serão as pequenas coisas às quais nem damos muita importância que irão ser a causa do nosso falhanço.

É claro que quando me refiro a imaginar, refiro-me à capacidade de tentarmos prever quais serão os pontos fracos dos nossos projectos e as formas que poderemos usar para as corrigir.

5 – Implementar

A fase final de um projecto é a sua implementação. E nesta fase será necessária a colaboração de todos os envolvidos no projecto para que eventuais correcções possam ser feitas em tempo útil.

Importa aqui dizer, que durante a fase de implementação, se devem usar os outros 4 pontos aqui descritos acima. Ou seja, é necessário documentar, testar, verificar e imaginar novamente para que consigamos encontrar algum erro que ventualmente nos possa ter escapado.

Todos conhecemos de certeza muitos projectos que pareciam excelentes ideias “no papel” mas que falham miseravelmente quando são aplicados no terreno.

Post-Mortem

Bem, mesmo quando tudo corre bem, devemos sempre reservar um tempo após a implementação de qualquer projecto, e verificar se há algum ponto que poderia ou deveria ser melhorado.

Há também que ter em conta, que outras vezes, e por muito que se tenha planeado tudo até ao mais ínfimo pormenor, há projectos que não resistem à fase de implementação. De qualquer forma, a fase de “post-mortem” deve ser um período de reflexão para perceber porque falhou o projecto.

Sucesso

Quando os nossos projectos, sejam eles quais forem, falham, não devemos ficar envergonhados, ou frustados. Acima de tudo temos que nos lembrar que podemos aprender com os nossos erros e ser pragmáticos e optimistas para aprender a fazer cada vez melhor.

O caminho para o sucesso está cheio de falhanços, mas são esses mesmo falhanços que nos ajudam a ser cada vez melhores.

E vocês? O que fazem quando falham?

Até Breve!

 

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