Sobreviver à crise económica está ao alcance de todos e não é preciso muito para o conseguir. De cada vez que se ouve o noticiário, as palavras “viver na crise”, “suportar a crise”, “combater a crise” estão sempre lá. Há, contudo uma outra que normalmente não costumo ouvir muitas vezes, que é a de “como sobreviver à crise”, já que as medidas que se estão a tomar só irão produzir os seus efeitos daqui a una tempos.

Tenho que confessar que quando iniciei o Crise e Dinheiro, em Agosto de 2008 (há 3 anos e maio) nunca imaginei que a temática da crise se mantivesse actual durante tanto tempo. No entanto, passados quase 4 anos de existência deste blogue a palavra “crise” principalmente a económica continua cada vez mais presente no quotidiano de muitas famílias.

A crise económica obrigou muitas pessoas a pararem, a reflectirem, e no essencial a mudar muitos dos seus hábitos de vida, para conseguirem sobreviver à crise económica que se tornou um problema mundial.

É claro que podem sempre dizer que o problema é mundial, ou se preferirem é um problema “dos mercados”, dos “credores internacionais”, entre outros culpados do costume. Afinal nada melhor do que não deixar a culpa morrer solteira.

Mas, e aqui é que a verdade dói, todos nós fomos culpados deste estado a que chegamos, e para o qual todos contribuímos com os nossos hábitos de consumo, e com o acesso ao crédito facilitado. Aliás, houve alturas em que nem precisávamos de pedir crédito ao banco, já que as próprias instituições chegavam a enviar cartões de crédito, ou através dos seus serviços de telemarketing nos ligavam a “dar” mais um empréstimo que poderia ser amortizado “em suaves prestações mensais”.

Porém, e como bem sabemos, a actual crise foi causada principalmente pelo endividamento excessivo das famílias que juntaram créditos, em cima de créditos, e tentaram arranjar novos créditos para pagar os créditos antigos (perdoem-me a redundância).

Mas chegados até esta altura do artigo, vamos então tentar perceber o que podemos (ou devemos) fazer para sobreviver à crise económica. Vamos então por partes:

1 – Mudança de Hábitos de Consumo

Uma das primeiras implicações que a crise nos obriga é a mudar os nossos hábitos de consumo, e a pensar duas, três e até quatro vezes, antes de gastarmos dinheiro. Já aqui escrevi sobre alguns pequenos truques que podemos utilizar, como sejam a importância de ter um orçamento pessoal mensal.

A mudança de hábitos de consumo, implica desde logo, uma maior responsabilização na forma como gerimos o dinheiro disponível. Não é necessário passar fome, é tudo uma questão de racionalizar nas compras de supermercado e não consumir desmesuradamente, e tentar não comprar comida para deitar fora por não a utilizarmos.

Sobre este assunto, aconselho a que leiam um outro artigo publicado aqui no Crise e Dinheiro, onde falo sobre deixar de comprar por impulso.

 2 – Ter consciência das dificuldades impostas pela crise

As dificuldades trazidas pela crise, sentem-se cada vez mais, e o seu reflexo é sentido de perto pela nossa conta bancária. Assim, é preferível estar atento e ter sempre debaixo de olho as pequenas despesas, já que sem darmos por isso acabamos por gastar mais do que gostaríamos.

Uma das formas de controlar os gastos, pode passar por estabelecer um orçamento mensal, e tudo fazer para o cumprir escrupulosamente. E uma das primeiras medidas deverá ser a de reduzir substancialmente  as dívidas de crédito.

Não adianta tentar passar incólume, já que as dificuldades sentem-se no dia a dia, e basta um pequeno olhar para perceber que tudo custa cada vez mais caro.

3 – Apertar o cinto

Aqui, nem vale a pena escrever mais nada, o (des)governo conduziu-nos a “emagrecer” as nossas poupanças e o dinheiro disponível, com as consequências directas no número que temos de vestuário. Afinal a expressão de “apertar o cinto” começa a ser visível não em sentido figurado, mas nos buracos do cinto que utilizamos para prender as calças na cintura.

É claro que este “apertar de cinto” é também utilizado em sentido figurado para reforçar o que foi escrito no ponto 2.

4 – Manter o espírito optimista

Bem, aqui a única coisa que nos resta fazer é mesmo manter o espírito aberto, e acreditar que as mudanças vão ocorrer. Apesar de não sabermos quando, e de sentirmos que “a coisa está negra”, como por hábito somos um povo de brandos costumes, vamos mantendo a esperança de que esta crise não poderá (sobre)viver para sempre.

Por outro lado, e fazendo uso da sabedoria poular “tristezas não pagam dívidas”, e as dívidas de qualquer país ou indivíduo só se conseguem liquidar através de trabalho, trabalho, e mais trabalho. Todas as outras receitas milagrosas dificilmente conseguem resultados.

5 – Arranjar fontes de rendimento alternativo

Se o dinheiro do salário não dá para tudo, há também outras soluções que podem passar pela diversificação de fontes de rendimento. Seja encontrando um emprego em part-time, seja por começar uma outra actividade, como por exemplo começar um blogue e tentar rentabilizá-lo. Se quiserem perceber melhor como podem investir num blogue, aconselho a que leiam 10 razões porque deve começar hoje o seu blogue.

 Já agora, acham que estamos a viver na crise ou a sobreviver à crise?

Partilhem a vossa opinião, e deixem um comentário.

Até Já!

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