Cada vez mais, as qualidades de um bom executivo traduzem-se por ser alguém muitíssimo competitivo a nível individual. No entanto, quando alguém é realmente competitivo, normalmente não gera grande simpatia da parte das pessoas que o rodeiam. Assim, ser competitivo exige também uma grande capacidade de se abstrair da necessidade humana de estar rodeado por pessoas que gostam de si.

O executivo competitivo é muitas vezes descrito como alguém agressivo, ambicioso, capaz de executar tarefas que outros não conseguem executar e egoísta. Neste sentido, há alguns anos, a revista Exame enumerou as seguintes habilidades como imprescindíveis para se ser um excelente executivo:

• Ser capaz para realizar e assumir riscos

• Privilegiar a ética e a integridade

• Ter uma excelente visão de futuro e ter capacidade de planeamento

• Ser capaz de orientar processos, pessoas e resultados

• Ser hábil em negociação e ter flexibilidade para efetuar mudanças sempre que necessário

• Ter um espírito inovador e criativo

• Ser capaz de exercer uma boa liderança através do exemplo

• Ser enérgico e dinâmico

• Ser capaz de solucionar problemas

• Ser um bom comunicador

O grande problema é que estas características encorajam grandemente o individualismo e a capacidade de essa pessoa se sobrepor aos outros, não importando que não consiga fazer amigos dentro da instituição em que trabalha. Mas este tipo de pessoa apenas consegue produzir bons resultados no trabalho dos seus colaboradores porque lhes impõe essa obrigação e, desse modo, os seus colaboradores não ficam contentes com o seu trabalho.

Assim, muitas empresas têm vindo a repensar sobre quais as características de um bom executivo. Algo que pode ajudar a encontrar as melhores qualidades de um excelente executivo é a leitura do livro “O Monge e o Executivo – Uma História sobre a Essência da Liderança”, da editora Sextante, de autoria de James C. Hunter.

O Monge e o Executivo

Este livro conta-nos a história de um executivo, bem sucedido profissionalmente, que começa a ter problemas de relacionamento no seu trabalho, no casamento e nas suas relações com outros familiares. Assim, este executivo foi conversar com o pastor da igreja local que lhe sugeriu fazer um retiro, durante alguns dias num mosteiro. Apesar de não ser muito favorável à ideia o executivo seguiu este conselho.

Chegando ao convento, este executivo encontrou um homem que o tinha influenciado muito na forma de liderar a sua empresa mas que agora, naquele mosteiro, tinha aprendido realmente o que era necessário para se ser um bom executivo. Foi esse mesmo homem que ajudou este executivo a se tornar uma pessoa melhor e um profissional ainda mais bem sucedido. No fundo, mostrou-lhe a diferença entre um bom e um excelente executivo.

Assim, o que este livro ensina é que um bom líder é alguém com a capacidade de influenciar as pessoas de modo a trabalharem entusiasticamente, conscientes que o trabalho conjunto resulta em benefícios para ambas as partes.

Outros conceitos interessantes explorados no livro são a diferença entre Autoridade e Poder. Ao passo que o Poder é a faculdade de forçar ou coagir alguém a realizar um determinado trabalho, a Autoridade é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade aquilo que você deseja, movidas pela sua influência pessoal.

No fundo, ao passo que a maioria dos executivos da actualidade procuram impor o seu poder, este livro ressuscitas os conceitos da “Abordagem Clássica da Administração”, desenvolvida no princípio do século XX pelo norte americano Frederick Winslow Taylor (autor da Escola da Administração Científica) e pelo francês Henri Fayol (autor da Teoria Clássica da Administração). Ambos concluíram que apenas com operários satisfeitos se consegue aumentar a produtividade. Sendo que anos mais tarde este conceito foi retomado e transformado naquilo que hoje conhecemos por Escola das relações Humanas, e que hoje em dia a maior parte dos gestores de recursos humanos se refere como Capital humano. Mas sobre isso falarei em futuros artigos.

Assim, ao passo que o bom executivo gere a pensar em si mesmo, o executivo excelente gere a empresa a pensar no bem-estar de todas as pessoas que a integram. Só assim as empresas e organizações se tornam competitivas, e porque não dizê-lo: Excelentes locais para se trabalhar!

Já agora, deixem o vosso comentário e participem na discussão!

Até Breve!

 

 

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