A solução do Microcrédito

1 de Fevereiro de 2010 · 1 comment

microcrédito

Porque deve (e pode) recorrer ao micro crédito? Em primeiro lugar e como o nome indica o micro crédito é uma boa aposta para começar sem grandes riscos um pequeno negócio, ou garantir o fortalecimento de um micro negócio já existente.

Se todos temos consciência de que os primeiros tempos de qualquer actividade são aqueles que mais investimento necessitam, então é também certo que a via mais utilizada é a utilização de fundos próprios (ou pedidos emprestados a amigos e família que nos confiem as suas poupanças).

Mas se pretende iniciar um negócio, irá precisar de reforçar a sua tesouraria para os primeiros tempos, porque o grande problema de qualquer empresa são os recebimentos, dos produtos que vende ou dos serviços que presta.

E é precisamente aqui que o recurso ao micro-crédito pode marcar a diferença entre o arranque do seu projecto, ou o ” morrer na praia”. Vamos lá então ver isto por partes:1 – A Aposta da UE: € 100 milhões para o Microcrédito

No quadro das respostas da União Europeia ao crescimento constante do desemprego devido à crise, a Comissão Europeia avançou no dia 02 de Julho com a proposta da criação de um novo instrumento de microcrédito, o PROGRESS. Destina-se preferencialmente a trabalhadores desempregados ou em risco de perder o seu emprego e que tencionam estabelecer o seu próprio negócio. Calcula–se que o financiamento inicial de € 100 milhões deverá mobilizar 45 mil empréstimos num montante global de cerca de € 500 milhões, em cooperação com as instituições financeiras internacionais como o Banco Europeu de Investimentos. Deverá estar em pleno funcionamento em 2010 e contemplará, para além dos empréstimos, actividades de acompanhamento e formação.

2 – O que é o Microcrédito?

O microcrédito é um pequeno empréstimo bancário destinado a apoiar pessoas que não têm acesso ao crédito bancário, mas querem desenvolver uma actividade económica por conta própria e, para isso, reúnem condições e capacidades pessoais, que antecipam o êxito da iniciativa que pretendem tomar.

O microcrédito tem a aparência de um pequeno crédito, que o é, mas é muito mais do que isso. Não basta ser pequeno para que o crédito seja microcrédito. Para que o seja tem que, adicionalmente, respeitar os seguintes pressupostos:

  • Quanto aos destinatários: são pessoas, que não têm acesso ao crédito bancário normal e desejam realizar um pequeno investimento, tendente à criação de um negócio através do qual pretendem criar o seu próprio emprego;
  • A iniciativa de investimento a que se propõem tem virtualidades para se poder vir a transformar numa actividade sustentável, capaz de gerar um excedente de rendimento e garantir, o reembolso do capital emprestado;
  • Tende a ser ilimitado o crédito de confiança estabelecido entre os empreendedores e a ANDC (associação Nacional de Direito ao Crédito) e vice-versa; estabelece-se uma espécie de contrato de confiança entre os microempresários e a ANDC;

O processo do microcrédito não consiste apenas na atribuição do crédito; os candidatos têm a garantia de apoio na preparação do dossier de investimento e, após o financiamento, na resolução dos problemas com que se possam confrontar com o desenvolvimento do negócio.

3 – Posso pedir um microcrédito ?

A resposta é positiva se forem verificadas, simultaneamente, as condições seguintes:

  • Não tem acesso ao crédito bancário normal;
  • Não possui incidentes bancários activos;
  • Está desempregado, em riscos de o poder vir a estar ou sem ocupação estável;
  • Tem uma boa ideia que justifica o desenvolvimento de um negócio com perspectivas de sucesso;
  • Pretende criar o seu próprio emprego, para o que possui formação e competências adequadas;
  • Revela uma forte vontade e capacidade de iniciativa para se envolver no negócio.

4 – Qual o montante máximo que se pode pedir?

O montante máximo que pode solicitar à ANDC é, nas condições actuais, de € 10 mil; no entanto, no caso de o negócio justificar a atribuição de um valor superior a € 7 mil, ele será atribuído em duas fatias: a primeira, até € 7 mil, no início do primeiro ano e a segunda, no montante complementar, no início do segundo ano, se as condições de evolução do negócio o justificarem.

- Não constitui condição de exclusão a possibilidade de associar financiamentos com origens diversas, aumentando, desse modo, a capacidade de financiamento do microempresário e, por isso, também, a dimensão do negócio.

- No caso de o projecto ter financiamentos múltiplos, a ANDC, na apreciação da sua viabilidade,

terá em conta a globalidade do projecto, correspondente ao conjunto dos financiamentos.

- Em certas situações, o microcrédito pode, assim, servir depara complementar outros apoios

públicos. Por isso, se recebeu, ou pensa receber outros apoios financeiros para criar a sua própria empresa  (ex. ACPE, ILE) e estes não são suficientes, pode estudar a hipótese de recorrer a um empréstimo bancário, através da ANDC.

5 – Para que tipo de negócio é que pode pedir um microcrédito?

Todos os tipos de negócio são admissíveis, desde que se conclua que podem ter êxito com o financiamento disponível e o exercício da respectiva actividade não contrarie os princípios pelos quais se regem o microcrédito e a ANDC.

Ou seja, muito mais haveria a dizer sobre a utlização do microcrédito, mas se quiserem saber mais de como funciona, e se se aplica ao vosso caso, sugiro que vistem a página http://www.microcredito.com.pt e verifiquem os requisitos e se o vosso plano de negócio se encaixa, para assim puderem dar inicio sustentado ao vosso projecto, e sair das inúmeras listas de desempregados ou de pessoas em situação de perder o emprego, e tornarem-se empresários.

Acham que o microcrédito pode ser uma solução eficaz para o arranque de alguns negócios? Digam de vossa justiça e deixem um comentário!

Até Breve!

Nota: parte do texto foi retirado do site microcredito.com.pt, já que me pareceu ser bastante útil e estar bem explicado para fazerem uma ideia geral do que se trata.

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{ 1 comment… read it below or add one }

antonio pereira Fevereiro 1, 2010 às 18:22

Pedro belíssimo tema. Muito actual. Não só o micro como o macro crédito também…
Em minha opinião a nossa vida neste domínio pode representar-se como uma balança. Ninguém hoje em dia, que não seja altamente rico, pode fazer nada, usufruir dos bens da vida, arriscar um negócio, etc sem recurso ao crédito.
Há que arriscar para petiscar. Diz-mo alguma experiência de vida. Só que esse risco tem que ser ponderado. Daí a minha opinião: SIM AO CRÉDITO QUANDO PONDERADO O RISCO!!!
abraço
antonio pereira´s last blog ..esperança My ComLuv Profile

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