Os pobres são cada vez mais jovens, e em 2008 quase dois milhões de portugueses viveram em 2008, com menos de 60 % do rendimento médio nacional per capita (5.800 / ano), sendo que a taxa nacional é superior à taxa europeia, e destes o risco de pobreza ameaça 18% da população portuguesa, segundo o Eurostat.
Entre 2007 e 2008 o risco de pobreza entre os jovens até aos 17 anos passou de 21 para 23%, enquanto que nos portugueses com mais de 65 anos a taxa baixou de 26% para 25%. Entre os trabalhadores empregados a taxa fixou-se nos 12%, não havendo aqui grande alteração.
Ou seja, apesar do envelhecimento da população, a verdade é que os Jovens são cada vez mais pobres, e não se encontram mediadas de fundo que consigam diminuir esta tendência.
A culpa, além de ser um factor estrutural derivado da economia, pode também ser encontrada em outros factores que é o que irei falar a seguir ……
1 – Sem Dinheiro
Em 2008, 4% dos portugueses não conseguia, pelo menos de dois em dois dias pagar uma refeição com carne, galinha ou o equivalente em legumes.
Já para comprar carro, apenas 9% não tem o dinheiro para o fazer (opu a capacidade de se endividar).
2 – Sem esperança
Com a morte do nacional-porreirismo portugugês – onde tudo está bem até que alguém diga em contrário – surgiu uma nova moda o nacional -subsidianismo – ou seja arranja-se um subsidio qualquer para qualquer coisa, de preferência que não implique aapoio para encontrar trabalho.
E, perdoem-me a franqueza, mas não é com subsídios que vamos a algum lado, mais importante do que sobreviver, é simplesmente termos armas para lutar e viver, e isso só se consegue em troca de trabalho.
3 – O Futuro
O futuro revela-se cada vez mais sombrio, já que sem esperanças, e a viver de subsidio qual será então a motivação para encontrar trabalho? Principalmente porque as empresas sabendo de antemão de que existe um exesso de procura a primeira coisa que fazem é baixar os salários, já que “se não quiseres há mais quem queira”.
4 – A saída
Não há uma saída certa e eficaz que combata este estado de coisas, mas apenas uma certeza:
Enquanto não nos mentalizarmos de que só se consegue combater a pobreza com o aumento do emprego,e consequente aumento do poder de compra, nunca mais conseguiremos sair deste círculo vicioso.
Além do mais, quanto mais subsidios e fontes de rendimento se encontrarem para “pagar” a quem nada faz, não estamos a contribuir para uma sociedade que pretende crescer, mas sim para uma sociedade que vai escondendo a sua cabeça debaixo da areia à espera que passe a tempestade. O problema maior é que a tempestade ameaça nunca passar se se persistir neste tipo de comportamento.
É uma dura e triste realidade, mas é mesmo assim.
OU não? Acham que estou errado? Compartilhem as vossas opiniões e deixem um comentário!
Até Breve!

{ 1 comment… read it below or add one }
Tens toda a razão.
Acho que as pessoas se habituam ao subsidio e depois não querem fazer nada. À primeira recusa de uma oferta de trabalho perdiam o subsidio. Ainda me lembro de à uns meses um empresário de Guimarães se queixar que não conseguia arranjar trabalhadoras para a sua fábrica no prós e contras.
E depois na minha maneira de ver as coisas quem recebe subsidio do Estado é funcionário publico logo devia trabalhar. Existem tantas estradas por ai fora para limpar, tantos campos para cultivar tanta coisa que pode ser feita.
Nelson Paiva´s last blog ..Links 31-01-10.