De facto o poder da palavra, principalmente escrita, continua a ser um forte poder de resolução de crises. Afinal nós somos fruto daquyilo que produzimos, e acima de tudo daquilo que os outros pensam que nós fazemos.
Confusos? Não vale a pena…
…. eu explico já de seguida!
Como já aqui escrevi, estou neste momento num ponto de viragem na minha vida profissional, e decidi que prefiro manter a minha consciência tranquila, para poder estar de bem comigo mesmo.
Ainda hoje tive a prova disso mesmo….
Já aqui vos falei de que me despedi da empresa onde trabalhava, para me poder dedicar a tempo inteiro aos meus outros projectos de consultoria e formação, mas hoje tive a prova de que felizmente tomei a decisão certa.
Quando me despedi, tomei a liberdade de endereçar um e-mail (usando o e-mail da empresa) aos meus colegas de trabalho explicando as razões da minha saída (fi-lo para evitar as habituais conversas de corredores), e expliquei que durante 3, 5 anos e meio me iludiram com promessas de meios de trabalho, bem como outras questões comportamentais. Tive o cuidado de explicar que assumia a minha responsabilidade na quota parte que me cabia de não ter conseguido cumpriri aquilo que a mim próprio havia estabelecido.
Tive ainda o cuidado de explicar e de desejar sucesso para todos, bem como para a empresa que sempre me esforcei por defender, tive ainda o cuidado de alertar para a hipocrisia reinante e que a nada conduzia a não ser a mal entendidos…. Enfim, fiz aquilo que a minha consciência enquanto profissional me ordenava para poder estar em paz!
Pois bem, pasmem agora, quando me acusaram de escrever um e-mail difamatório e cuja única intenção era, e cito :
“criar confusão”…..
Afinal parece que o poder na palavra serve, mesmo em tempos de crise, para agitar consciências….
… Pois bem eu por cá continuo, e digo com toda a justiça:
“Entre ser DPR (Director de Porra Nenhuma) e andar a procurar parceiros de negócio e clientes…..
… Francamente… prefiro sempre a segunda opção!
Já agora; acham que a crise é desculpa para tudo? Deixem a vossa opinião, e partilhem o que vos vai na alma!
Até Breve!




{ 2 comments… read them below or add one }
Olá Pedro!
Considero muita coragem ter feito essas duas coisas: primeiro saído da empresa e segundo ter escrito uma carta de despedida!
Com certeza escreveu tudo o que você via e seus superiores não, aí porque acharem que estava difamando. São cegos, sempre, não adianta.
Quando tomei a decisão de sair de meu emprego decidi por não dizer meus reais motivos e não escrever carta de despedida, caso tivesse feito teria sido prejudicial para mim mesma, já que estava tão estressada e cheia de tudo aquilo que a carta teria uma única linha: “Explodam-se!”.
Hoje faz mais de um ano, e a pouco consegui ganhar um pouco mais do que estava ganhando lá, mas mesmo assim não arrependo-me uma única gota, tenho meu horário e nada de chefe, a melhor coisa que eu já fiz!
Um abraço e boa sorte na sua nova empreitada!
Ps. Ontem tentei comentar aqui mas não abriu o site, fiquei só nos feeds.
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@ Sandra,
Obrigado pelo comentário, e pela força…
.. e confesso também que um dos motivos que me fez precipitar a decisão foi um dos teus comentários há uns tempos atrás… sobre hipocrisia…. e como não tenho paciência para hipócritas tomei a decisão que já andava há uns meses a “buzinar-me o cérebro”. Afinal, prefiro dormir bem comigo mesmo do que andar a empaturrurar-me de medicamentos para aguentar com o stress – não pelo trabalho – mas pelo mau ambiente que existe na empresa e que não há meio de ser resolvido. Assim fiz o meu canto do cisne, e disse acima de tudo o que me ia na alma, sem ofender ninguém… mas pelos vistos… serviu a carapuça ao administrador porque… a verdade magoa!!!
Obrigado, e vou visitar mais vezes de novo o teu blogue, já que o tempo era coisa que me faltava!