A crise é como a expressão “no fio da navalha”, que significa que andamos sempre a pisar em linhas ténues. Já aqui expus o que se passa actualmente na minha vida, mas como este não é um blogue pessoal, vamos continuar com o que me traz normalmente por cá.
Nos últimos tempos, tenho conhecido empresas interessantíssimas do ponto de vista humano e de gestão, o que por outro lado, faz-me pensar afinal onde é que está a crise?
Foi após, alguns dias de repouso que comecei a identificar alguns dos problemas que se passam nas empresas portuguesas (afinal torna-se sempre mais fácil quando estamos sossegados da cabeça para poder fazer análises).
Vamos lá então por partes…..
1- O Afiar das facas
Na maior parte das empresas, existe uma altura em que se começa a preparar “as mudanças”. O que normalmente esta expressão quer dizer é que: “vêm aí despedimentos”.
É nestas alturas que o ambiente interno fica “de cortar à faca”, já que todos começam a olhar para o seu umbigo a pensar quando é que será a sua vez.
2 – Começar a Cortar
Pois, esta é a altura em que tudo começa a ficar nebuloso, e o que interessa é saber quando é que os primeiros cortes irão acontecer. Normalmente, são os mais novos na empresa que sofrem o primeiro impacto.
3 – Colocar pensos na ferida
Nesta altura, começa-se a dizer que tudo não passa de uma situação transitória e que as coisas vão melhorar!
4 – Parar o massacre
Pronto, frases como “o pior já passou”, vamos melhorar “a situação”, e todos os outros lugares comuns que são utilizados para dizer: Por agora passou, mas preparem-se porque vem aí a segunda parte!
É nesta altura que toda a gente começa a trabalhar mais, a engolir sapos, a mostrar-se indispensável, enfim a perder um pouco da sua humanidade e a tornar-se uma peça da engrenagem.
O problema residual disto tudo, é que as empresas, na usa vasta maioria, continua a considerar os seus recursos humanos como um custo, quando as pessoas que trabalham são o seu maior investimento!
E enquanto esta situação se mantiver as empresas contuinuarão no FIO DA NAVALHA!
Já agora, como é a situação no vosso local de trabalho?
Até Breve!




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ola
ja passei por esta situação 2 vezes. na 1ª a empresa onde eu trabalhava foi comprada e garantiram-nos k o n/ trabalho era mantido (eramos só 5). pois, pois… numa 6ªf tinhamos tudo embalado p/ ir p/ as novas instalações. na 2ªf nenhum de nós tinha nada p/ fazer e continuou assim por mto tempo. tava um ambiente “de cortar à faca”. fomos ignorados o tempo todo. Fui a 2ª a sair mas levei a respectiva indemnização. não era necessário tanta palhaçada!! tantas mentiras p/ quê?
na 2ª vez foi bem pior e tal e qual como descreve, passo a passo. trabalhavam lá muitas pessoas. é uma pressão terrivel e por muito k queiramos ignorar é impossivel. começam os boatos, um diz, outro diz, as chefias tentam apaziguar, depois descobre-se k é mentira, vem o sindicato, etc, etc, etc, trabalha-se pouco e de cabeça quente. A conclusão é sempre a mesma: sai metade, outros reformam-se, ficamos a chamar uns nomes “bonitos” à gerência/administração, nós até podemos perder alguma coisa, mas eles perdem muito mais pk o pessoal k vem de novo começa do zero sem nenhuns conhecimentos e o tempo k se perdeu a ensinar o pessoal k lá estava à 1, 2, 3…anos foi por água abaixo. ainda pior: os k estão na “prateleira” p/ sair vão ensinar mal aos novatos e fica tudo uma grande barafunda. de certeza k ainda andam à procura de documentos k estando fora do lugar nunca os vão encontrar. já o ditado diz: a vingança serve-se fria…
Olá Pedro
Tenho acompanhado a tua situação à distancia e à medida que que aqui o vais expondo, mas hoje tenho de te perguntar de que lado queres estar? Do lado do trabalhador? Ou do lado do empregador?
Com futuro gestor, digo-te que é sempre fácil dizer isto e aquilo das entidades patronais, mas quando somos nós quem está a contratar a coisa muda de figura, mapas de tesouraria, reduzir custos, aumentar a produtividade, essas coisas que tu sabes.
O melhor é ser empregador ou empregado? Falta saber quem está disposto a arriscar (o seu dinheiro e mais umas garantias pessoais) para atingir o sucesso. E depois proporcionar aos seus empregados o que reivindicava para si.
Um abraço deste amigo com sucessos profissionais e pessoais.
@ Nuno,
, já o fui, e continuo a sê-lo comigo mesmo. E no meu caso concreto preferi arriscar o meu futuro profissional com um amigo meu já de há uns anos da faculdade, que tem uma empresa e na qual eu posso dar uma ajuda preciosa com os clientes que vêm comigo. Resta dizer quer nos primeiros meses vou trabalhar de borla, ou seja não vou receber nada (não é que seja rico, mas consegui juntar o suficiente nos últimos meses para conseguir fazer isto), só irei começar a receber quando houver lucro.
Já tinha saudades dos teus comentários mordazes!
Então vamos lá a ver se consigo explicar o meu ponto de vista de outra forma:
Este post pretende retratar uma situação que apesar de não ter acontecido comigo, já a vi vezes de mais, e preferi despedir-me a ter que aturar outra vez uma situação deste género.
Quanto a tornar-me gestor
É a minha aposta pessoal e profissional, e o pior que me pode acontecer é ter que ir bater à porta da assistência social daqui a uns meses!
Na verdade cansei-me de ouvir sempre os mesmos discursos de “custos”, “crise”, isto está mau, e por aí fora.
Mas obrigado pela força, e vou responder às outras questões que colocaste num próximo post.
Abraço