Uma explicação do Principio de Peter

by Pedro on 2 de Junho de 2009

in Gestão, Recursos Humanos, Reflexões

Há uns tempos atrás, e em conversa com um colega de trabalho, lembrei-me do Principio de Peter, que diz o seguinte:” somos promovidos até ao nosso nível máximo de incompetência!“.

Para alguns isto pode parecer um contra senso, mas aquilo que eu estava a explicar ao meu colega, serviu-me de inspiração para este artigo. Na verdade nenhum de nós está livre de atingir o seu próprio Principio de Peter, ou seja, de atingir o seu nível de incompetência para uma determinada situação ou função, ou categoria profissional, ou até por muito que nos custe admitir até mesmo a nível pessoal.

Mas, vamos ver isto por partes:

principio de peter1 – O percurso

Durante a nossa vida todos temos ambições, desejos, sonhos, enfim… tudo aquilo que nos faz desenvolver e progredir. No entanto, temos acima de tudo que pensar que não poderemos “abarcar o mundo” e que por muito que nos esforcemos, haverá sempre alguma coisa em que não teremos o êxito que desejávamos. Ou seja, temos aqui o nosso principio de Peter a começar a mostrar que se calhar há coisas para as quais não temos mesmo jeito nenhum.

2 – A ambição desenfreada

De certeza que todos conhecemos colegas e amigos, que gostam de se demonstrar como sendo superiores aos outros, mesmo quando não percebem nada do assunto. Esta espécie é normalmente conhecida nas empresas como os “Pavões”, porque passam mais tempo a pavonear-se e a meter o bedelho nos assuntos dos outros e assim desviam as atenções sobre o seu trabalho. Neste caso a ambição que demonstram em ser os “insubstituível” ou a “mobília da empresa”, é o Principio de Peter delas, porque sem o saberem já atingiram mesmo o seu máximo de incompetência!

3 – Os escollhos no caminho

Bom, este ponto é o resultado directo das acções mencionadas no ponto anterior. É que quando mais tempo se perder em discussões inúteis, menos tempo sobra para resolver os problemas realmente importantes dentro das empresas. E vai daí …. como já devem ter percebido cá está novamente o principio de Peter a fazer das suas.

4 – As crises de Identidade

Aqui é que o principio de Peter começa a fazer as suas vítimas. É que se sucesso gera sucesso, pois bem não é segredo que o insucesso gera insucesso, e daí até se começar a perguntar “mas o que é que eu estou aqui a fazer?” vai um muito pequeno passo.

O que geralmente acontece, é que nos sentimos inúteis, desmotivados, e com vontade de ver chegar a hora de saída bem depressa.

5 – Competência Versus Incompetência

Neste ponto, costumo na maior parte das vezes dar um exemplo muito prático: Um merceeiro pode ser o melhor comerciante da sua rua, mas se for trabalhar como chefe de sector para um hipermercado pode ser o pior funcionário da empresa!

A lógica por detrás desta frase é: Vale mais a pena apostar naquilo em que se é bom, do que correr riscos desnecssários que nos podem levar a ser incompetentes. (e cá está novamente o principio de Peter em acção).

Bom, podia continuar com uma lista ainda mais extensa….mas a verdadeira explicação para que o Principio de Peter nos persiga tantas e tantas vezes, tem mais a ver com a forma como gerimos as nossas próprias competências e vontades, do que com qualquer teoria de gestão que esteja escrita em livros.

De qualquer das formas, voltarei a este assunto daqui a uns tempos!

Já agora, O que pensam vocês do Principio de Peter? Partilhem as vossas opiniões e deixem um comentário!

Até Breve!

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1 Renata Martins 3 de Junho de 2009 ás 8:21

Penso que de facto, este princípio de Peter é visível em diversos momentos da carreira. Contudo, penso que algumas das características descritas também se podem dever a factores externos e não somente a aspectos pessoais do trabalhador. Isto é, um chefe que tem uma equipa resistente, que age em bloco, que mantém um mau ambiente de trabalho, decerto terá algumas reacções das descritas (Se bem, que de alguma forma poderiamos fazer um paralelismo com os “escolhos” referidos no artigo).

Responder

2 Pedro 4 de Junho de 2009 ás 21:28

@ Renata
Obrigado pelo excelente comentário (como sempre :) )
Os “escolhos” que refiro são mesmo aqueles factores que não conseguimos controlar e que normalmente dependem dos outros!
Cumpts

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