Há uns tempos atrás, e em conversa com um colega de trabalho, lembrei-me do Principio de Peter, que diz o seguinte:” somos promovidos até ao nosso nível máximo de incompetência!“.

Para alguns isto pode parecer um contra senso, mas aquilo que eu estava a explicar ao meu colega, serviu-me de inspiração para este artigo. Na verdade nenhum de nós está livre de atingir o seu próprio Principio de Peter, ou seja, de atingir o seu nível de incompetência para uma determinada situação ou função, ou categoria profissional, ou até por muito que nos custe admitir até mesmo a nível pessoal.

Mas, vamos ver isto por partes:

principio de peter1 – O percurso

Durante a nossa vida todos temos ambições, desejos, sonhos, enfim… tudo aquilo que nos faz desenvolver e progredir. No entanto, temos acima de tudo que pensar que não poderemos “abarcar o mundo” e que por muito que nos esforcemos, haverá sempre alguma coisa em que não teremos o êxito que desejávamos. Ou seja, temos aqui o nosso principio de Peter a começar a mostrar que se calhar há coisas para as quais não temos mesmo jeito nenhum.

2 – A ambição desenfreada

De certeza que todos conhecemos colegas e amigos, que gostam de se demonstrar como sendo superiores aos outros, mesmo quando não percebem nada do assunto. Esta espécie é normalmente conhecida nas empresas como os “Pavões”, porque passam mais tempo a pavonear-se e a meter o bedelho nos assuntos dos outros e assim desviam as atenções sobre o seu trabalho. Neste caso a ambição que demonstram em ser os “insubstituível” ou a “mobília da empresa”, é o Principio de Peter delas, porque sem o saberem já atingiram mesmo o seu máximo de incompetência!

3 – Os escollhos no caminho

Bom, este ponto é o resultado directo das acções mencionadas no ponto anterior. É que quando mais tempo se perder em discussões inúteis, menos tempo sobra para resolver os problemas realmente importantes dentro das empresas. E vai daí …. como já devem ter percebido cá está novamente o principio de Peter a fazer das suas.

4 – As crises de Identidade

Aqui é que o principio de Peter começa a fazer as suas vítimas. É que se sucesso gera sucesso, pois bem não é segredo que o insucesso gera insucesso, e daí até se começar a perguntar “mas o que é que eu estou aqui a fazer?” vai um muito pequeno passo.

O que geralmente acontece, é que nos sentimos inúteis, desmotivados, e com vontade de ver chegar a hora de saída bem depressa.

5 – Competência Versus Incompetência

Neste ponto, costumo na maior parte das vezes dar um exemplo muito prático: Um merceeiro pode ser o melhor comerciante da sua rua, mas se for trabalhar como chefe de sector para um hipermercado pode ser o pior funcionário da empresa!

A lógica por detrás desta frase é: Vale mais a pena apostar naquilo em que se é bom, do que correr riscos desnecssários que nos podem levar a ser incompetentes. (e cá está novamente o principio de Peter em acção).

Bom, podia continuar com uma lista ainda mais extensa….mas a verdadeira explicação para que o Principio de Peter nos persiga tantas e tantas vezes, tem mais a ver com a forma como gerimos as nossas próprias competências e vontades, do que com qualquer teoria de gestão que esteja escrita em livros.

De qualquer das formas, voltarei a este assunto daqui a uns tempos!

Já agora, O que pensam vocês do Principio de Peter? Partilhem as vossas opiniões e deixem um comentário!

Até Breve!

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