A capacidade de desenvolvimento pessoal é uma característica cada vez mais pedida pelas empresas, mas costuma esbarrar em várias dificuldades alheias à vontade dos próprios colaboradores.

Num cenário de crise, como o que acontece hoje em dia, as empresas querem o melhor de todos os mundos no que diz respeito ás pessoas que pretendem contratar.

Se por um lado, querem candidatos com habilitações superiores (e não me estou apenas a referir a habilitações académicas ou escolares), e com bastante experiência profissional, por outro lado não estão dispostos a pagar a correspondente remuneração adequada às funções que a pessoa vai desempenhar.

Logo aqui, temos a primeira barreira ao desenvolvimento pessoal, porque é que as pessoas devem apostar na sua formação se não são recompensadas por isso? E por recompensa não me refiro apenas a dinheiro.

Mas ainda há mais….

Um outro problema é que se por um lado as empresas se queixam de que os seus colaboradores não aprendem nada de novo, também não costumam facilitar quando esses mesmos colaboradores pretendem frequentar cursos de formação. Ou é tudo muito caro, ou pode haver alturas em os colaboradores tenham que sair mais cedo para os frequentar, o que vai colidir com a santa instituição do horário de trabalho.

O que as empresas ainda não entenderam, ou não querem entender, é que o custo do presentismo é superior ao custo do absentismo. Se quiserem mais informação sobre este assunto, já há alguns meses que publiquei um artigo sobre Absentismo Vs. Presentismo.

Voltando ao assunto do desenvolvimento pessoal, como é que se pode esperar ter colaboradores motivados e interessados pela empresa, quando a empresa continuamente mostra desrespeito pelas motivações que os colaborardes demonstram?

Resumindo, o problema do desenvolvimento pessoal, é que as empresas esperam que os colaboradores se desfaçam em favor da empresa, mas raras são as vezes em que estão dispostas a favorecer as condições necessárias para que esse desenvolvimento pessoal (que terá consequências positivas para a empresa) possa ser posto em prática.

E enquanto esta situação não se modificar, continuaremos a falar do problema do desenvolvimento pessoal.

Já agora, as vossas empresas favorecem o desenvolvimento dos seus colaboradores?

Até Breve!

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