A gestão da incompetência

10 de Junho de 2009 · 0 comments

Muito se tem ouvido falar da gestão de competências como sendo uma ferramenta “moderna” da gestão de recursos humanos.

A gestão de competências tem como objectivo promover o desenvolvimento dos colaboradores, integrando-os na política da empresa, e desenvolvendo as suas competências técnicas e pessoais para que se tornem mais competitivos e mais produtivos.

Mas, na maior parte dos casos o que acontece é que assistimos a uma verdadeira gestão da incompetência, não por culpa dos colaboradores, mas por culpa daqueles que têm o poder de gestão.

De facto, não vale a pena implementar ferramentas de gestão, quando os próprios gestores são contrários à mudança.

Vamos então analisar a gestão da incompetência.

Quantas vezes já assistimos (ou ouvimos contar) a histórias de insucesso onde a culpa é sempre atirada para cima daqueles a quem é negada a autonomia de decisões?

Na maior parte dos casos, o que acontece é que são as próprias equipas de gestão que boicotam as mudanças e o desenvolvimento dos seus colaboradores, com medo que essas mudanças a acontecerem ponham em perigo o seu próprio lugar, ou o poder que ainda têm.

O grande problema deste tipo de questões é que na maior parte dos casos, continuamos a assistir a modelos de gestão caducos e sem perspectivas de evolução. Afinal falar de gestor de empresa, ou falar do “patrão” é falar de duas realidades completamente diferentes entre si.

Enquanto os patrões não entenderem que só delegando tarefas, responsabilizando os seus colaboradores, permitirem que a formação não seja apenas para cumprir calendário, e pensarem que só inspiram medo, nunca as suas empresas serão competitivas e motivadoras para quem lá trabalha.

A diferença entre a gestão das competências e da gestão da incompetência, é que na primeira assume-se que os colaboradores desejam a mudança, são motivados, e sabem o que é trabalhar em equipa; enquanto que na segunda, o patrão acha que os seus colaboradores são uma cambada de inúteis e sem ele a empresa não é nada.

Uma última nota sobre este assunto: Os cemitérios estão cheios de pessoas insubstituíveis!

Já agora, como funcionam as coisas nas vossas empresas?

Até Breve!

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