Um dos factores mais críticos para determinar quanto dinheiro precisamos de acumular até à idade da reforma, é o montante anual de dinheiro que iremos necessitar nessa altura.

É certo, que podemos sempre argumentar de que daqui até que isso aconteça ainda nos faltam uns valentes pares de anos (ou décadas), mas quando mais cedo começarmos a pensar nisso melhor.

A maior parte das pessoas, quererá manter o seu nível de vida de acordo com o que gozou até à idade da reforma. Mas, calcular o montante necessário a décadas de distância pode tornar-se um desafio improvável.

No entanto, há algumas regras básicas que se podem seguir para se fazer um correcto planeamento. E é sobre isso que iremos falar a seguir:

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  • Liste as suas despesas correntes. Certifique-se que a lista é a mais completa possível, incluindo as despesas regulares mensais, bem como aquelas despesas irregulares e que acontecem ocasionalmente tais como prémios de seguro, presentes e outras despesas. Se preparou um orçamento detalhado, grande parte do trabalho já estará realizado. Mas, se não tem um orçamento previsto, a maior parte da informação importante pode ser obtida através da análise dos extractos bancários, de cartões de crédito, ou de créditos que tenha contraído. Se não conseguir perceber onde gasta mais de 5% do seu rendimento, talvez tenha que ver com mais atenção as compras que faz e que paga em dinheiro.
  • Faça uma estimativa das despesas que poderá cortar quando se reformar. Quando se reformar, não precisa de continuar a poupar para a reforma. Outras despesas que quase de certeza irão desaparecer, são as despesas com as viagens para o trabalho, refeições (almoços) enquanto trabalha, e algumas despesas com roupa.
  • Determine as despesas adicionais esperadas quando se reformar. Iisto irá depender em grande parte da maneira como espera passar os seus anos de reforma, e irá incluir itens como viagens e entretenimento. Neste momento, deverá pensar qual o estilo de reforma que pretende gozar, e não se esqueça de considerar os cuidados com a saúde. Mesmo que esteja abrangido pelo Serviço Nacional de Saúde, tenha em atenção que por vezes poderá ser necessário dispor de algum dinheiro para fazer face a situações mais complicadas e recorrer aos hospitais privados, ou a um seguro de saúde alternativo.
  • Decida quais as despesas onde pode cortar. Esta análise tornar-se-á crítica se não poder suportar a sua reforma idealizada. Separe as suas despesas entre essenciais e acessórias. As despesas essenciais incluem a alimentação, utilidades, cuidados de saúde, transportes e habitação. As despesas acessórias incluem viagens, entretimento, e compra outros artigos. Cortar nas despesas acessórias não é a única alternativa, porque pode também mudar de casa para uma habitação mais pequena, ou amortizar a dívida ao banco, o que poderá representar um corte drástico nas suas despesas correntes.

Assim que decida qual o montante de rendimento que necessitará para a sua reforma, poderá começar a pensar do que necessita de constituir em termos de fundos. Não descure a importância dos vários tipos de produtos financeiros que pode subscrever e que se adaptem ao seu rendimento disponível para começar a constituir o seu “pé-de-meia”.

Já agora, já começou a pensar na sua reforma? Partilhe a sua opinião e deixe o seu comentário!

Até Breve!

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