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  • Balanço entre Risco e Retorno

    18 de Março de 2009 · 1 comment

    O balanço entre o risco e o retorno, é um dos princípios básicos de qualquer investimento, ou seja o retorno será uma recompensa (maior ou menor) de acordo com o risco que se correu para realizar um determinado investimento.

    Apesar de os investidores se sentirem desconfortáveis com o conceito de “correr riscos”, é esta incerteza que possibilita uma maior taxa de retorno.

    Recentemente fui contactado por e-mail por um dos leitores do blogue com dúvidas sobre as taxas da euribor e qual seria a melhor opção a tomar para realizar alguns  investimentos, e poupar dinheiro com o empréstimo à habitação. Assim, e apesar de o ter esclarecido (penso eu :) ), resolvi fazer este artigo sobre alguns princípios básicos a ter em conta quando se decide fazer um investimento.

    Assim, vamos então ver alguns desses princípios a seguir descritos:

    risco-e-retorno

    1 – O retorno de um investimento específico não é conhecido antecipadamente. Os investidores podem ver as taxas e os retornos em histórico, mas não há garantias que as mesmas se mantenham no futuro. Existe uma velha máxima que diz “Rentabilidades passadas não garantem rentabilidades futuras“.

    2 – Na maior parte dos investimentos, existe a possibilidade de o retorno não corresponder com as suas expectativas. Portanto esteja sempre preparado para que o seu lucro seja inferior ao esperado.

    3 – A incerteza relacionada com o seu retorno actual cria risco. Maiores incertezas normalmente levam a um maior risco. Mas, podem também trazer maiores lucros. Será algures neste equilíbrio de forças que se decidirá o retorno do seu investimento.

    4 – Os investimentos são sujeitos a diferentes tipos de risco. O dinheiro é sujeito ao risco do poder de compra (subir ou diminuir) de acordo com a inflação. Por outro lado, as obrigações estão sujeitas ao risco de subida ou descida das taxas de juro. Já no caso das acções, existe ainda um risco associado a factores de mercado que são imprevisíveis e que têm a ver com especulação, ou outros fenómenos (naturais ou não), existe ainda o risco de as acções de uma empresa específica ser afectada pelas flutuações do mercado.

    5 – Normalmente existe uma relação directa entre risco e retorno. Níveis baixos de risco são os mais desejáveis, e normalmente terão menores taxas de retorno, enquanto que com níveis de risco maiores, o potencial de retorno será também ele maior, mas existe também a possibilidade de perder tudo. (lembrem-se da crise financeira).

    Há ainda a considerar algumas estratégias a considerar para reduzir o risco do seu portefólio de investimentos:

    - Diversifique o seu portefólio. Deve considerar diversificar os seus investimentos entre diferentes categorias, incluindo dinheiro, acções, certificados de aforro, e outros que considere relevantes. Um portefólio bem constituído deve incluir diferentes tipos de activos que possibilitem diferentes tipos de retorno e risco associados. Assim estará mais protegido de flutuações em qualquer um deles.

    - Acompanhe o mercado durante diferentes ciclos. Basicamente tente comprar barato, e vender caro. No entanto, fique preparado que esta situação normalmente só ocorre a médio prazo.

    Já agora, conhece mais estratégias que se possam seguir? Participe e deixe o seu comentário.

    Até Breve!

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    José Pinto Julho 6, 2010 às 1:22

    Gostei muito deste artigo. Estava à procura disto mesmo para um trabalho na escola.
    Obrigado

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