Para a palavra stress podem encontrar-se mais de 40 definições distintas. De facto, ainda ninguém soube explicar exactamente o que é o stress. Podemos detectá-lo pelo que ouvimos, segundo o que nos conta um conheci­do ou segundo o que lemos nas notí­cias.

Mas não se fala apenas do stress como conceito negativo; em certas ocasiões diz-se que pode ser necessá­rio para manter o espírito vivo. Sem stress nem adrenalina, por exemplo, nenhum desportista de elite poderia ganhar uma competição. Da mesma forma, os actores e os músicos não interpretariam com a mesma paixão, nem nós daríamos o nosso melhor na hora de trabalhar. Por todas estas razões, é preciso aprender a controlar o stress dentro dos limites e não per­mitir que nos ultrapasse.

Existe um ponto no qual se está de acordo, é que o stress está em pleno processo de ascensão. Estamos a pas­sar do nível médio de stress a um nível superior e portanto, mais perigoso.

Porque é que o stress aumentou tanto?

Na nossa economia actual muitas pes­soas dedicam a maior parte de suas energias e de seu tempo aos seus negócios. Ninguém renuncia a nada e mais tarde ou mais cedo acabamos por pagar essa factura.

De certo modo, é o que acontece com os desportistas de elite que só têm um objectivo: ganhar, e o seu trabalho torna-se quase numa escravidão. Estas pessoas sabem que arriscam a sua saúde e o seu futuro mas ainda assim merece-lhes a pena seguir com essa forma de vida embora implique esque­cer-se da família, dos compromissos sociais, etc.

Outro tipo de stress sofrem-no aqueles que desempenham uma função que não os satisfaz mas não tem outra solução a não ser executá-la.

Grande parte de nós tem stress em maior ou menor quantidade possivelmente por causas como:

– Organização do trabalho, ambiente laboral, falta de descanso, ruído exces­sivo, altas temperaturas …

– A forma como desempenhamos o nosso trabalho, se nos sentimos ou não valorizados como é devido, se o que fazemos merece a pena, se temos demasiadas responsabilidades…

– Os processos de promoções dentro das empresas também são motivos de stress. A nossa sensibilidade ao stress variará em função da fase da carreira em que nos encontremos.

– Outra fonte de stress: a cultura empresarial, a filosofia da empresa, os seus objectivos e metas, o desenvolvi­mento da equipa na qual trabalha, a reacção dos colegas, etc.

– E não esqueçamos os múltiplos pro­cessos de mudança que fazem parte da vida moderna empresarial; fusões inesperadas, novas responsabilidades, etc.

– A relação com a nossa família e a nossa vizinhança também desempenha um papel determinante no nosso nível de stress.

As exigências e expectativas da nossa família não são sempre compatíveis com as do nosso trabalho. Qualquer problema familiar vai repercutir de forma negativa no trabalho provocando um maior stress no trabalhador e uma menor capacidade de concentração.

Até agora, pudemos ver que as fontes de stress são numerosas e diversas mas, como podemos saber se o nosso nível de stress está prestes a atingir a sua quota máxima e como evitar que lá chegue … estamos a tempo?

Existem mais de mil listas com sintomas que se podem interpretar como nítidos sinais de stress. O nosso corpo e o nosso espírito reagem frente ao stress e informam-nos que existe algo anormal.

Estes sinais podem-se dividir em três categorias de sintomas:

Sintomas corporais: alta pressão san­guínea, taquicardias, enxaquecas, ver­tigens …

– Sintomas psicológicos: ansiedade, fadiga extrema, mau humor, perda de concentração, tendência a isolar-se, perda de confiança em si próprio, ete.

– Modificação do comportamento: beber ou fumar mais, dormir pouco, sentir-se mais agressivo, perda de ape­tite, pouca prática sexual…

Se sofre de qualquer um dos sintomas anteriores deve ter cuidado e tratar de controlar sua vida profissional. Ouça seu parceiro, partilhe o seu tempo com os seus filhos ou familiares e amigos. Não leve tão a sério a sua vida profis­sional.

Amanhã publicarei um post sobre 20 conselhos para evitar o stress.

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Até Breve!


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