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  • Como alguns negócios escapam à crise

    30 de Novembro de 2008 · 6 comments

    De acordo com o New York Times a venda de batons deverá subir 40%. A teoria económica por detrás deste aumento de venda não deixa de ser curiosa: se o dinheiro escasseia o consumidor deixa de comprar os produtos mais caros, passando assim a escolher bens inferiores, o que significa que se não pode comprar fiambre, compra mais pão.

    E se não pode, ou nãoconsegue investir em roupas novas, compra mais batom porque é a forma mais barata de melhorar a sua imagem.

    Por outro lado, se o consumidor não procra tanto os restaurantes tradiocionais, as cadeias de fast-food, têm vito o seu negócio umentar em cerca de 30 a 40%, tendo mesmo necessidade de contratar mais funcionários para fazer face ao acréscimo de encomendas.

    De facto, quando aqui falei nas 5 dicas de markting durante a  crise abordei o tema, pelo facto de que em situações de “aperto” o comportamento do consumidor é medido pelo grau de satisfação que ele retira do acto de compra.

    Assim, se estiver a pensar em abrir um negócio on-line, ou fisico, focalize-se nos produtos que satisfaçam de forma eficaz a relação qualidadde /  preço, mas acima de tudo aposte em negócios que vendam produtos ou serviços que impliquem baixo preço de venda e que sejam entendidos pelo consumidor como peças de “aumento de auto-estima”.

    Em tom de brincadeira, quase se poderia dizer que se a crise se faz sentir na compra de automoveis, se calhar a venda de porta-chaves estará potencialmente em alta.

    Mas brincadeiras à parte, o que pretendo chamar a atenção é que se procura um negócio que escape à crise a aposta tem que ser feita em produtos que permitam gerar maior auto-estima por parte do consumidor. Isto porque crise não significa não comprar, significa comprar diferente e com atenção mais virada para a percepção retirada do acto da compra.

    E  é preciso lembrar que em altura de Natal este efeito se vai fazer sentir ainda mais.

    Já agora, conhece mais negócios que estejam a ser bem sucedidos com a crise?

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    Até Breve!

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    { 6 comments… read them below or add one }

    Débora Novembro 30, 2008 às 4:39

    Legal as suas dicas
    É uma análise real e estratégica sobre que está acontecendo.
    Tive informações que a tendência do mercado é trabalhar reduzindo preço, ou seja, o consumidor vai querer cada dia um preço menor e os preços baixarão, mas os consumidores ficarão na expectativa de baixar mais no dia seguinte e não vão comprar esperando… e assim sucessivamente. Até que ponto isto é verdade?
    Conforme o texto, trabalhar com produtos baratos seria a solução mais viável, e o caso do batom é realmente verdade, eu almenos não o abandono. :D

    OBS.: pelo cisto acabou de escrever o artigo, releia-o, tem algumas palavras faltando letras.

    Responder

    Débora Novembro 30, 2008 às 4:41

    OBS.: pelo cisto acabou de escrever o artigo, releia-o, tem algumas palavras faltando letras.

    * pelo visto
    rsrsrs. escrevendo fiz a mesma coisa… desculpa

    Responder

    Benny Novembro 30, 2008 às 20:31

    Excelente teoria Pedro. De facto tem lógica e é o que acontece às vezes comigo. Mas lê outra vez o texto pois tem bastantes erros. Abraço.

    Responder

    Pedro Novembro 30, 2008 às 22:13

    @Nelson
    @Débora
    Obrigado pelos vossos comentários, e penso já ter corrigido os erros de escrita (descupem-me mas por vezes escrever rápido tem destas coisas e nem sempre consigo rever os textos antes de os publicar).
    Cumprimentos

    Responder

    Nuno Dezembro 1, 2008 às 14:42

    Olá, estava aqui a lembrar-me de negócios alheios à crise e parece que só me lembro das funerárias, esse ramo de actividade parece passar ao lado das crises.

    Negócios que prosperam com a crise são as lojas de 300 e também todos os negócios ligados ao baixo preço, Lidl, Minipreço e o fast food.

    Responder

    Pedro Dezembro 1, 2008 às 20:02

    @Nuno
    Obrigado pelo comentário, e a verdade é que as marcas próprias das lojas de desonto já começam a ser líderes de mercado em termos de venda, o que só vem de encontro ao que escrevi no Post.

    Responder

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