Infelizmente o alargamento do fosso entre ricos e pobres, é hoje por demais notório em Portugal. No entanto,  não se vê nenhuma forma de minimizar as consequências que se adivinham num futuro próximo.

A classe média em Portugal, além de sobrecarregada com impostos, taxas e outros subterfúgios para aumentar o erário público, é confrontada com a cada vez maior redução do seu poder de compra.

Uma lição básica de economia, é a de que sem dinheiro não se compra, não se vende, não se produz.

Desta forma, o estado ao desinvestir de fomentar o designado “mercado”, asfixia cada vez mais a já desgastada classe média…. que de média a pobre vai um degrau (cada vez mais) ténue.

Ao longo dos últimos anos, foram concedidos empréstimos por tudo e por nada (férias, televisores, electrodomésticos, etc), o problema agora apresenta-se de uma forma bem mais perigosa.
Ao não se conseguir pagar os empréstimos contraídos, as finanças das familias retraem-se e optam por fazer menos despesas, aumentado assim os prejuízos para as empresas que deixam de vender os seus produtos, que são obrigadas a reduzir a sua força de trabalho, aumentado desta forma o número de desempregados, e voltando o ciclo ao inicio.

Porventura mais chocante, é o Estado Português ainda não teer percebido que só com uma política semelhante à “New Deal” , que Franklin D. Roosevelt usou para tirar os estados Unidos da Grande depressão dos anos 30, é que este fosso diminuirá.

Pior ainda, é a pobreza envergonhada que todos os dias assistimos, e de certeza conhecemos casos. Pior ainda, é perceber que desperdiçamos toda uma geração para a execução de trabalhos rotineiros e de terciarização de uma economia, na qual já não podemos contar com a nossa produção nacional para nada, tendo em conta as restrições de quotas de produção a que somos sujeitos, como contrapartida dos “subsídios ” da União Europeia.

Pior ainda, é sabermos tudo isto, e continuarmos a esconder a cabeça na areia ao estilo avestruz, ao invés de procurarmos e de lutarmos por um futuro melhor para a geração que se irá seguir a nós.

Não admira assim, que consideremos o nosso País, como algo pelo qual somos obrigados a estar, mas qual filho escorraçado, esperamos o dia de o deixar.

Daí tambem o interesse que tem despertado as “novas formas de economia” neste caso concreto a Economia Digital. Sendo que se apresenta como uma forma de rentabilizar os recursos que temos, não aumentando os custos (basicamente pagamos a ligação á internet e o regito de dominios e alojamentos), e assim diversificamos as nossas fontes de rendimento.

Por último, fica a pergunta no ar….. até quando vamos deixar que este avolumar de noticias seja o vector oreintador das nossas acções? E quando é que faremos algo para o mudar?

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